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Notícias

Estarão abertas, do dia 23.01.12 até 28.02.12, as inscrições para o Curso de Especialização em “Discurso e Leitura de Imagem”.
O objetivo do curso é oferecer estudos advindos do campo das Linguagens aplicados em análises dos discursos imagéticos, considerando-se, para tanto, três grandes modalidades de produção: as imagens fixas, as imagens em movimento e as imagens no virtual. Para a realização deste curso foram convidados docentes de cinco Departamentos da UFSCar: Ciência da Informação, Imagem e Som, Letras, Sociologia e Ensino a Distância. Se, por um lado, as perspectivas teóricas e conceituais dos docentes dessas áreas são diferenciadas, por outro, o que os une é que há anos eles pesquisam sobre leitura e análise dos discursos imagéticos, aplicando seus conhecimentos em diversos textos: quadros, fotos, história em quadrinhos, filmes, imagens na internet, transmídia, no ensino a distância, nas imagens em 3D. Esta diversidade de campos teóricos aplicados em análises textuais imagéticas diferenciadas acrescentará sobremaneira aos interessados, pois aos alunos será oferecida uma visão interdisciplinar sobre: como ler e analisar discursos imagéticos.
O curso se destina a pessoas que atuam, ou então que buscam aprofundar conhecimentos, com a análise de discursos imagéticos, em instituições e locais presenciais ou virtuais: escolas, agências de comunicação, universidades, institutos de pesquisas, arquivos, bibliotecas, centros culturais, instituições de patrimônio histórico, dentre outros.
Maiores informações:  http://www.discursoeimagem.ufscar.br/

Sumi por aqui né? Trabalho + Mestrado dá nisso.. hehe

Recebi no meu leitor de feeds essa notícia bem interessante: um livro sem páginas.
A Papercut e a UsTwo, companhias sueca e inglesa respectivamente, se uniram para repensar no design dos livros digitais. A grande “vantagem” de se ter um livro digital é que ele não possui páginas, então por que os livros digitais tentam imitar os livros de papel, em sua estrutura linear e pouco interativa? Pensando nisso, estas duas companhias queriam desenvolver um conceito de ebook que se libertasse da ideia de páginas. O resultado disso, foi a criação de uma plataforma de edição destinada a produzir ebooks que permitissem ricas experiências por parte de seus leitores.

O texto não está mais apresentado como se fossem páginas em um livro, mas desliza verticalmente pela tela e desencadeia eventos relacionados com o conteúdo. O sistema pode exibir imagens, vídeo, texto, som ou animações. As duas empresas estão esperando para ver como seu novo conceito de livros digitais enriquecidos serão recebidos pelos leitores para decidir se irão comercializar ou não a plataforma de edição.

Eu sou muito conservadora em relação aos livros, mas achei a ideia bem interessante.

Li a notícia aqui: http://www.enssib.fr/breves/2011/09/19/un-livre-sans-pages

Livro eletrônico: um acordo histórico entre editores de histórias em quadrinhos

Publicado por Audrey Oeillet
Terça-feira, 15 mar. 2011

Para tentar um lugar no mundo das obras virtuais, oito editores de histórias em quadrinhos franco-belgas lançaram uma proposta digital em comum, denominada Bande Numérique (“HQ Digital”).

Ao assinar um acordo para unir forças em comum para a venda de livros digitais, Bamboo, Casterman, Dargaud, Delcourt, Dupuis, Glénat, Le Lombard et Soleil respondem à Frédéric Mitterrand (Ministro da Cultura e da Educação, da França) e ao seu apelo ao projeto de digitalização de conteúdos culturais, científicos e educativos, lançado em dezembro passado.
Por meio de um comunicado, os editores explicaram que o projeto se constitui como “uma oferta comum legal, simples e atrativa, que atendam ao duplo desafio da pirataria e da ambição de um grande mercado internacional sobre a marcha de uma leitura digital em formação”.
Os 8 editores participantes desse projeto ambicionam propor uma gibiteca online o mais rica possível, acessível a partir da Internet, mas também acessível via os novos aparelhos, como os tablets. Para isso, o catálogo será atualizado frequentemente e disponibilizado no site Izneo, que já possui um contrato legal acerca das HQ virtuais, desde março de 2010. O catálogo comum deverá conter cerca de 2000 títulos em seu lançamento, e depois crescer ao longo do tempo.

As bibliotecas da Universidade de Quebec inovaram o seu programa de desenvolvimento de competências informacionais ao propor aos seus usuários uma série de três animações curtas e originais sobre a avaliação da informação que se encontra na internet: “Google a réponse à tout?”, “Si c’est écrit c’est vrai?” e “Wikipédia, pourquoi?”.

A primeira animação, “Google a réponse à tout?”, trata de um dos principais motores de busca utilizados na Web pelos estudantes e nos faz pensar na pergunta: o Google responde a tudo? De fato, o Google tem por missão organizar todos os documentos que se encontram na Web, no entanto ele não seleciona, não avalia a qualidade das informações contidas em tais documentos. Qual seria a melhor solução para aquele estudante que precisa fazer um trabalho de faculdade, com informações de qualidade? A biblioteca, é claro! E é isso que o vídeo mostra xD

O segundo vídeo, “Si c’est écrit, c’est vrai?”, indica aos usuários a importância da avaliação de qualidade das informações encontradas na Web e se estas são relevantes para o trabalho científico. Assim, os estudantes são convidados a responderem quatro questões básicas afim de avaliar os resultados obtidos e propiciar a escolha dos documentos relevantes para sua pesquisa.

E o último vídeo, “Wikipédia porquoui?”, apresenta a Wikipédia, e indica quando e como utilizar esta ferramenta para os trabalhos acadêmicos.

Os vídeos são muito bem feitos e bem marketeiros! Infelizmente, só encontrei os vídeos com áudio em francês. Mesmo assim, vale a pena conferir!!

Fonte: Université du Quebéc, Actualité du monde de l’information et des bibliothèques

O Parlamento islandês aprovou, na semana passada, a criação de um “paraíso da informação” que protegerá os jornalistas e suas fontes de processos judiciais, garantindo a liberdade de expressão. Na noite de quarta-feira a quinta-feira, o parlamento islandês aprovou quase por unanimidade a adoção do Icelandic Modern Media Initiative, um texto favorável a uma enorme liberdade de expressão, cuja a ambição é fazer da Islândia “um inverso de um paraíso fiscal”, de acordo com a fala da deputada e dirigente do partido do movimento, Birgitta Jonsdottir: “Eles, tentam fazer as coisas ‘ às escondidas’.  Nós tentamos deixá-las transparentes.” (« Eux, ils essayent de rendre les choses opaques. Nous, nous essayons de les rendre transparentes. »)

Leia mais em:
L’Islande, le nouveau «paradis de l’information», Les Echos, 21 juin 2010.

(Eu li em: L’information en son paradis, 21 jun. 2010)

Livres Hebdo anunciou em 16 de junho a criação do “Grand prix des bibliothèques”, prêmio destinado a recompensar as melhores bibliotecas, que acontecerá em 9 de dezembro e o júri será presidido por Anna Gavalda.

O “Grand prix Livres Hebdo des bibliothèques” está organizado em quatro categorias:

  1. Prêmio de inovação (prix de l’innovation)
  2. Prêmio de melhor acolhimento (prix du meilleur accueil)
  3. Prêmio de melhor espaço interior (prix du plus bel espace intérieur)
  4. Prêmio de melhor animação (prix de la meilleure animation)

Um prêmio também será entregue para o projeto que conjugar todas as categorias juntas.

Leia mais em: Création du premier Grand prix des bibliothèques

Não é de hoje que as bibliotecas públicas são prejudicadas por cortes orçamentários. Mas a crise econômicas nos Estados Unidos está repercutindo de tal forma que alguns ajustes em orçamentos municipais podem afetar nos serviços oferecidos pelas bibliotecas públicas do país.
Segundo a reportagem do New York Times, se os cortes orçamentários ao sistema de bibliotecas da cidade de New York chegarem perto do que está sendo proposto no orçamento da prefeitura, uma rede de serviços fundamentais podem ser prejudicadas, como por exemplo a Queens Library.  Esta biblioteca foi considerada a maior biblioteca pública do país, medida pelo seu volume de circulação. Caso o orçamento seja aprovado, a rede de bibliotecas seria forçada a fechar 14 das 51 bibliotecas setoriais, reduzir pela metade o número total de horas de serviço e demitir 412 empregados, mais do que um terço do seu pessoal. Mais de 300 funcionários receberam avisos de possíveis demissões, no prazo de 90 dias.

Como resposta, a população nova-iorquina participou de uma maratona de leitura para protestar contra as restrições orçamentárias impostas para as bibliotecas, que durou 24 horas de leitura em voz alta de obras que variaram de George Elliot a “Gossip girl”. O slogan do evento foi: “We Will Not Be Shushed.” (algo como: “Não vamos ser silenciados.”)
Os bibliotecários organizaram uma noite de leitura sob os pés da biblioteca pública do Brooklyn, para criticar o projeto orçamentário da cidade.

Michelle V. Agins/The New York Times

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Leia mais em:

City Libraries Say Cuts Will Mean Closings and Layoffs, The New York Times, 14 mai. 2010.
24-Hour Read-In Protests Cuts to Libraries, The New York Times, 13 jun. 2010.
Save Queens Library