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Arquivo mensal: julho 2015

É interessante observar como há livros infantis que não são realmente destinados ao público infantil. São livros que tratam de temas profundos e às vezes polêmicos!

A parte que falta e A parte que falta encontra o grande O, do Shel Silverstein, com certeza é uma obra dessas! Esses livros foram originalmente publicados em 1976 e 1981, e foram lançados pela editora Cosac Naify, em 2013 e 2014.

O livro A parte que falta narra a história de um ser circular, porém incompleto, que está em busca de encontrar a parte que lhe falta e enfim ser feliz. Ele encontra diversas partes que não se encaixam direito, até que, enfim, encontra a sua parte perfeita e passa a desfrutar do mundo na maior rapidez e felicidade. Porém, depois de um tempo ele percebe que talvez ser completo pode não ser algo tão feliz assim.

A história faz a gente refletir sobre os nossos relacionamentos e sobre a busca por encontrar a pessoa que nos transforme num ser integralmente completo. E aí que vem a pergunta fatal: será que isso é realmente ser feliz?

E aí comprei a continuação, A parte que falta encontra o grande O, e fiquei mais tempo ainda refletindo sobre os dois livros!

O livro narra a história da parte que falta, um triângulo que procura se completar em uma forma circular para rodar pelo mundo. E assim como no livro anterior, a jornada é longa e árdua. Até que a pequena peça se encontra com uma forma totalmente circular, inteiriça, sem nada a lhe faltar, um grande O. Então, a pequena peça toma uma decisão para a sua vida.

E é isso que os dois livros me fizeram: refletir e tomar decisões. Buscar a parte que me falta, ou ser um grande O?

É bem interessante perceber o quanto um livro tão simples pode fazer a gente refletir tanto, né?

(Publicado originalmente no Tumblr)