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Arquivo mensal: julho 2012

Desde que surgiu uma brilhante ideia para a minha dissertação, a qual minha orientadora achou interessante e me incentivou a desenvolvê-la, venho pensando muito na minha relação com o trabalho.
Enquanto estamos no plano teórico, tudo parece simples e tudo nós pensamos que conseguimos fazer. Mas quando chega a prática, você começa a fazer coisas que não fazem parte daquilo que, teoricamente, você acredita. Quando você trabalha, você age mais por instinto do que por razão, e aí que você descobre o que, de verdade, lá no fundinho mesmo, você acredita.

No meu caso, eu parei para refletir o quanto eu sou tecnicista no meu trabalho; e quando estou escrevendo minha dissertação, discutindo com os colegas de pesquisa, eu sou a pessoa mais humana do mundo. Eu penso no usuário, eu penso na informação, eu penso na usabilidade, e eu penso demais. Quando eu volto ao trabalho, eu penso apenas no acervo, no meu serviço, na minha seção, e dane-se se o usuário precisa do livro pra ontem.

Incrível isso. E o pior de tudo, é que eu gosto de ser tecnicista. Eu amo o que eu faço, por isso trabalho na catalogação. Mas penso que devo também começar a repensar todo o processo para que fique mais rápido e mais fácil ao usuário encontrar/usar a informação que precisa.

Eu costumo criticar muito o trabalho que é realizado na seção de referência. Mas o que a minha seção tem feito para minimizar os problemas com a informação? O que eu tenho feito para otimizar os processos?
Percebi que eu penso muito mais no acervo e em como deixá-lo perfeito, do que no usuário. A visão tem que mudar! É preciso começar a pensar na biblioteca como um local de acesso à informação, seja ela qual for, do que apenas num local de depósito de livros.