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Arquivo mensal: junho 2010

O Parlamento islandês aprovou, na semana passada, a criação de um “paraíso da informação” que protegerá os jornalistas e suas fontes de processos judiciais, garantindo a liberdade de expressão. Na noite de quarta-feira a quinta-feira, o parlamento islandês aprovou quase por unanimidade a adoção do Icelandic Modern Media Initiative, um texto favorável a uma enorme liberdade de expressão, cuja a ambição é fazer da Islândia “um inverso de um paraíso fiscal”, de acordo com a fala da deputada e dirigente do partido do movimento, Birgitta Jonsdottir: “Eles, tentam fazer as coisas ‘ às escondidas’.  Nós tentamos deixá-las transparentes.” (« Eux, ils essayent de rendre les choses opaques. Nous, nous essayons de les rendre transparentes. »)

Leia mais em:
L’Islande, le nouveau «paradis de l’information», Les Echos, 21 juin 2010.

(Eu li em: L’information en son paradis, 21 jun. 2010)

Livres Hebdo anunciou em 16 de junho a criação do “Grand prix des bibliothèques”, prêmio destinado a recompensar as melhores bibliotecas, que acontecerá em 9 de dezembro e o júri será presidido por Anna Gavalda.

O “Grand prix Livres Hebdo des bibliothèques” está organizado em quatro categorias:

  1. Prêmio de inovação (prix de l’innovation)
  2. Prêmio de melhor acolhimento (prix du meilleur accueil)
  3. Prêmio de melhor espaço interior (prix du plus bel espace intérieur)
  4. Prêmio de melhor animação (prix de la meilleure animation)

Um prêmio também será entregue para o projeto que conjugar todas as categorias juntas.

Leia mais em: Création du premier Grand prix des bibliothèques

Apresentamos para a disciplina de Formação e Atuação Profissional um seminário sobre o ensino de graduação em Biblioteconomia no Brasil, apresentando as escolas e seus currículos. Abaixo, segue os slides utilizados na apresentação e o nosso “resumo expandido”.

ENSINO DE GRADUAÇÃO NO BRASIL: ESCOLAS E CURRÍCULOS

Angela Halen Claro Bembem, Bruna Silva Lara, Camila Gomes da Rocha, Camila Ribeiro, Etiene Siqueira de Oliveira, Laura Akie Saito Inafuko, Marcela Cecilia Inácio Evangelista

Disciplina “Formação e Atuação Profissional” – Biblioteconomia – 4º ano – UNESP

Mestranda Cíntia Gomes Pacheco

1 Breve histórico dos cursos de Biblioteconomia e os objetivos da pesquisa

A criação do primeiro curso de graduação em Biblioteconomia deu-se a partir de 1911, ocasião em que foi fundado o Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, durante a direção de Manoel Cícero Peregrino da Silva. O programa curricular do curso se inspirava no modelo francês da École de Chartes, sendo composto por disciplinas de Bibliografia, Paleografia, Numismática, Diplomática e Iconografia. Dessa forma, observa-se que a principal ênfase deste curso pioneiro estava voltada para o aspecto cultural e informativo (CALDIN; MENEZES; FACHIN; BOHN, 1999; OLIVEIRA; CARVALHO; SOUZA, 2009; SANTOS, 1998).

Com o passar dos anos, muitas transformações ocorreram nas grades curriculares dos cursos de Biblioteconomia, como por exemplo, o estabelecimento do primeiro Currículo Mínimo, durante os anos 60, e do segundo Currículo Mínimo, por volta dos anos 80. Já no ano de 2001, foram aprovadas as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Biblioteconomia, sendo estas ainda vigentes. Tais diretrizes determinam que os formandos em Biblioteconomia devam possuir as seguintes habilidades e competências (OLIVEIRA; CARVALHO; SOUZA, 2009):

A) Gerais:

  • gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los;
  • formular e executar políticas institucionais;
  • elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos;
  • utilizar racionalmente os recursos disponíveis;
  • desenvolver e utilizar novas tecnologias;
  • traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades nas respectivas áreas de atuação;
  • desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir, assessorar, prestar consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e pareceres;
  • responder a demandas sociais de informação produzidas pelas transformações tecnológicas que caracterizam o mundo contemporâneo.

B) Específicas:

  • interagir e agregar valor nos processos de geração, transferência e uso da informação, em todo e qualquer ambiente;
  • criticar, investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e produtos de informação;
  • trabalhar com fontes de informação de qualquer natureza;
  • processar a informação registrada em diferentes tipos de suporte, mediante a aplicação de conhecimentos teóricos e práticos de coleta, processamento, armazenamento e difusão da informação;
  • realizar pesquisas relativas a produtos, processamento, transferência e uso da informação.

Diante de tantas mudanças, objetiva-se, a partir deste trabalho, analisar e identificar as tendências e os enfoques dos cursos de Biblioteconomia por regiões do país, além de identificar semelhanças e diferenças de cada um. Para isso foram levantados os números de cursos de graduação em Biblioteconomia no Brasil, oferecidos por universidades públicas e privadas de todo o país, utilizando a base de dados do e-MEC[1].

2 Materiais e Métodos

O e-MEC é o sistema eletrônico de acompanhamento dos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições de ensino superior e de autorização, renovação e reconhecimento de cursos, além dos processos de aditamento. Durante a pesquisa realizada no sistema foram utilizados os seguintes termos: “Biblioteconomia”, “Biblioteconomia e Ciência da Informação”, “Biblioteconomia e Documentação” e “Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação” resultando em 41 cursos em atividade.

Após o levantamento, foram verificados os sites de cada instituição, buscando identificar se estes disponibilizavam informações referentes aos cursos de Biblioteconomia, em especial, informações sobre a grade curricular.

Dos 41 sites pesquisados, apenas 25 continham informações suficientes para a análise deste trabalho. Assim, restringiu-se o número de escolas a serem estudados, constituindo-se em cerca de 61% os cursos analisados.

Para a análise curricular, utilizou-se os parâmetros do Mercosul, apresentado por Santos (2008), para o estabelecimento do núcleo principal de conhecimentos divididos em 6 grandes áreas:

  • Área 1: Fundamentos Teóricos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação
  • Área 2: Processamento da Informação
  • Área 3: Recursos e Serviços de Informação
  • Área 4: Gestão de Unidades de Informação
  • Área 5: Tecnologia da Informação
  • Área 6: Pesquisa

Foi acrescentado uma área 7, denominada “Interdisciplinar”, visto a grande interdisciplinaridade da própria área.

3 Resultados e Considerações

Apontamos como resultados obtidos no decorrer da análise dos currículos de Biblioteconomia selecionados e elencados nas seis áreas já especificadas (Fundamentos Teóricos de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação; Processamento da Informação, Recursos e Serviços de Informação; Gestão de Unidade de Informação; Tecnologia da Informação; Pesquisa; e a incluída por nós, Interdisciplinaridade) e ditas como essenciais para a formação do profissional.

Na região Sudeste pode-se observar que, as disciplinas que envolvem processamento de informação são tratadas com maior ênfase. Já as disciplinas relacionadas a Tecnologia da Informação, não são abordadas nos cursos de maneira representativa.

Em oposição à região Sudeste, na região Sul, as disciplinas de Tecnologias da Informação se destacam, e um enfoque insignificante é dado na linha de Pesquisa.

No Centro-Oeste, é contrastante o enfoque dado à interdisciplinaridade da área, isso se dá, devido ao fato de a UNB proporcionar aos seus alunos a autonomia na elaboração da grade curricular, a qual disponibiliza uma um variado leque de opções no que se diz respeito a essa interdisciplinaridade e, quase não aparece nos gráficos às disciplinas que enfocam a pesquisa.

E por ultimo, as regiões Norte e Nordeste, que nesse estudo foram reunidas devido ao fato de a maioria das universidades nortistas não disponibilizarem seus currículos, dificultando assim a analise proposta. As universidades contempladas pela amostra mostraram que enfocam suas disciplinas na área de Processamento da Informação, e menor enfoque nas disciplinas de Gestão da Informação e nas de Interdisciplinaridades. O aspecto a se destacar nessa região é o fato de sua grade curricular ser mais equilibra que nas demais regiões.

Assim, pode se supor que os currículos cumprem com as exigências do mec, bem como fornece subsídios para uma atuação profissional adequada, faltando apenas uma maior uniformidade dos currículos.

4 Referências

CALDIN, C. F.; MENEZES, E. M.; FACHIN, G. R. B.; BOHN, M. D. C. Os 25 anos do ensino de Biblioteconomia na UFSC. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, v. 4 n. 7, p. 7-13, 1999. Disponível em: <http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/37/5040>. Acesso em: 18 maio 2010.

OLIVEIRA, M.; CARVALHO, G. F.; SOUZA, G. T. Trajetória histórica do ensino da Biblioteconomia no Brasil. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.19, n.3, p. 13-24, set./dez. 2009. Disponível em: <http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/3754/3167>. Acesso em: 18 maio 2010.

SANTOS, J. P. Reflexões sobre currículo e legislação na área da Biblioteconomia. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, v. 3, n. 6, p. 1-12, 1998. Disponível em: <http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/17/5035>. Acesso em: 18 maio 2010.


[1] Disponível em: http://emec.mec.gov.br/

Não é de hoje que as bibliotecas públicas são prejudicadas por cortes orçamentários. Mas a crise econômicas nos Estados Unidos está repercutindo de tal forma que alguns ajustes em orçamentos municipais podem afetar nos serviços oferecidos pelas bibliotecas públicas do país.
Segundo a reportagem do New York Times, se os cortes orçamentários ao sistema de bibliotecas da cidade de New York chegarem perto do que está sendo proposto no orçamento da prefeitura, uma rede de serviços fundamentais podem ser prejudicadas, como por exemplo a Queens Library.  Esta biblioteca foi considerada a maior biblioteca pública do país, medida pelo seu volume de circulação. Caso o orçamento seja aprovado, a rede de bibliotecas seria forçada a fechar 14 das 51 bibliotecas setoriais, reduzir pela metade o número total de horas de serviço e demitir 412 empregados, mais do que um terço do seu pessoal. Mais de 300 funcionários receberam avisos de possíveis demissões, no prazo de 90 dias.

Como resposta, a população nova-iorquina participou de uma maratona de leitura para protestar contra as restrições orçamentárias impostas para as bibliotecas, que durou 24 horas de leitura em voz alta de obras que variaram de George Elliot a “Gossip girl”. O slogan do evento foi: “We Will Not Be Shushed.” (algo como: “Não vamos ser silenciados.”)
Os bibliotecários organizaram uma noite de leitura sob os pés da biblioteca pública do Brooklyn, para criticar o projeto orçamentário da cidade.

Michelle V. Agins/The New York Times

***

Leia mais em:

City Libraries Say Cuts Will Mean Closings and Layoffs, The New York Times, 14 mai. 2010.
24-Hour Read-In Protests Cuts to Libraries, The New York Times, 13 jun. 2010.
Save Queens Library

Avaliação. Prova. Exame. Trabalho.
Qualquer que seja o nome, é sempre algo terrível quando se fala na faculdade… As pessoas tem medo e não sabem nem porque fazem a maldita (ou bendita) da prova!
Ou melhor, sabem… sabem porque só resolvem passar por uma avaliação por causa da nota. Nota é o que vale, é a lei quando você está na faculdade.
Algo que sempre pensei e não digo por aí: nunca faça um trabalho ou uma prova por nota. Faça para aprender algo com isso, faça para provar para si mesmo que aprendeu. Não faça porque você precisa de nota. Faça pelo gosto de aprender, para verificar se de fato aprendeu alguma coisa.
O fato é: notas não dizem realmente se você aprendeu aquele conceito de fato. Serve para uma avaliação externa do professor. Não há como um professor avaliar a apropriação da sua informação… (ok, existem estudos de apropriação da informação, mas não é esse o caso…)
Se passarmos a encarar provas e trabalhos como oportunidades de auto-avaliação será muito mais fácil conseguir nota… A nota é uma consequencia do próprio aprendizado.
Refletindo sobre meus últimos 3 anos de graduação, percebo que todos os trabalhos que fiz por nota não me satisfizeram em nada… foi apenas um trabalho medíocre, feito apenas no intuito de receber uma boa nota em determinada disciplina. Mas aquelas provas e trabalhos que fiz pensando em aprender algo, em avaliar a mim mesma, eu realmente me senti satisfeita com o resultado. Errando, corrigindo, aprendendo!

Afinal… quem aprende somos nós, e não o professor!

Faz pouco tempo que eu comecei a ler o “Actualité du monde de l’information et des bibliothèques” e encontrei uma notícia muito interessante sobre esse tal de “Libraries Change Lives Award”! hehe

O Chartered Institute of Library and Information Professionals possui uma premiação anual que recompensa projetos de inovação de serviços de bibliotecas, o “Libraries Change Lives Award”. Esta semana saiu a lista dos finalistas, no site do instituto (http://www.cilip.org.uk/lcl2010/Pages/default.aspx), e eles serão premiados no dia 06 de julho, na conferência Libraries Change Lives.

Os projetos finalistas são:

  • Parceria entre a cidade de Edinburgh e a biblioteca da prisão destinada a contribuir para a reabilitação dos presidiários e a acolher seus familiares;
  • Parceria entre a biblioteca de um subúrbio londrino de Dangenham e o conselho municipal para oferecer serviços de informação e abrigo para os desabrigados dessa comunidade;
  • Parceria entre as bibliotecas de Manchester e a Macmillan Cancer Support (associação de apoio às pessoas com câncer) que propõe um serviço de informação específica para os familiares e o doente.

Essa é uma premiação muito interessante e que promove tanto a imagem da biblioteca como contribui para a relação entre unidade de informação e comunidade. Quem sabe um dia a gente não começa um evento destes no Brasil?

1. Ele só tem uma publicação;
2. Esta publicação não foi escrita em inglês, e sim em hebraico;
3. A referida publicação não contém referências bibliográficas;
4. Não tem publicações em revistas indexadas, ou com comissão editorial, ou ainda com pareceristas;
5. Há quem duvide que sua publicação tenha sido escrita por ele mesmo. Em um exame rápido, nota-se a mão de, pelo menos, 11 colaboradores;
6. Talvez tenha criado o mundo. Mas o que tem feito, ou publicado, desde então?
7. Dedicou pouco tempo ao trabalho (apenas 6 dias seguidos);
8. Poucos colaboradores Seus são conhecidos;
9. A comunidade científica tem muita dificuldade em reproduzir Seus resultados;
10. Seu principal colaborador caiu em desgraça ao desejar iniciar uma linha de pesquisa própria;
11. Nunca pediu autorização aos Comitês de Ética para trabalhar com seres humanos;
12. Quando os Seus resultados não foram satisfatórios, afogou a população;
13. Se alguém não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;
14. Dá poucas aulas e o aluno, para ser aprovado, tem que ler apenas o Seu livro, caracterizando endogenia de idéias;
15. Segundo parece, Seu filho é que ministra Suas aulas;
16. Atua com nepotismo, fazendo com que tratem Seu Filho como se fora Ele mesmo;
17. Ainda que Seu programa básico de curso tenha apenas dez pontos, a maior parte dos Seus alunos é reprovada;
18. Além das Suas horas de orientação serem pouco freqüentes, atende Seus alunos apenas no cume de uma montanha;
19. Expulsou os Seus dois primeiros orientandos por aprenderem muito;
20. Não teve aulas e nem fez mestrado com PhDeuses;
21. Não defendeu tese de Doutorado ou Livre Docência;
22. Não se submeteu a uma banca de doutores titulares;
23. Não fez proficiência em inglês;
24. Não existe comprovação de participação Sua em bancas examinadoras e de publicação de artigos no exterior …

Texto de autoria desconhecida

[Recebi por email, da @camiribeiro]