Num primeiro momento eu havia escolhido o segundo livro da trilogia do Mundo da tinta, Sangue de tinta, da Cornelia Funke para ler na categoria literatura infanto-juvenil do Desafio Livrada 2015.
Mas pensei melhor e resolvi trocar. Infelizmente a biblioteca onde trabalho não possui a obra (mas já coloquei na lista de sugestões de compra) e acabei comprando-o na minha última viagem para São Paulo.

Trata-se do livro As bruxas, de Roald Dahl.
Que livrinho gostoso de ler!
Meu primeiro contato com essa obra foi através do filme A convenção das bruxas (1990), dirigido por Nicolas Roeg.
Era um filme que passava direto na Sessão da tarde e me deixou bem impressionada na época que eu assisti.
Eu era bem criança, então não sei dizer se o filme é realmente bom. Mas ficava apavorada com a aparência das bruxas e imaginando se eu me transformaria num rato também se eu comesse aquelas barras de chocolate que pareciam tijolinhos.
Até então, eu nem fazia idéia de que esse filme era baseado num livro.

Aí relembrei partes da histórias e conheci outras quando fiz o curso de inglês do Kumon, num dos bloquinhos dos estágios mais pro final (G, I? Não lembro).
O bloquinho em questão traz o capítulo 2 do texto original, e você conhece a história de 5 crianças que foram vítimas das terríveis bruxas de verdade.
Aliás, a julgar pelo inglês do capítulo 2, me parece um livro bem fácil para ler no idioma original se você tem um inglês intermediário.

Mas vamos contar um pouco da história :D
O livro é narrado em primeira pessoa por um garotinho sem nome. Logo no início ele disserta sobre como as bruxas são parecidas com mulheres comuns com a única diferença que odeiam crianças com um ódio profundo e mortal, e como é praticamente impossível descobrir uma bruxa de verdade.
Então o narrador nos conta que antes dos 8 anos de idade ele teve 2 encontros com bruxas. Da primeira vez ele saiu ileso. Mas da segunda vez ele acabou sendo pego.
A maior professora sobre bruxas que ele teve foi a sua avó materna. Ela lhe ensinou que as bruxas tem várias peculiaridades físicas e que juntando todos esses detalhes você consegue descobrir se a mulher é uma bruxa ou não.
A história toda do livro conta como o menino foi pego pelas bruxas e armou um plano contra elas junto com sua avó.
Mas meu capítulo favorito é o segundo, quando a avó conta como as 5 crianças foram vítimas das bruxas.
A primeira delas foi Ranghild Hansen, que foi levada pela mão por uma mulher de luvas brancas e nunca mais foram vistas.
A segunda criança foi Solveg Christiansen que depois do dia que comeu uma maçã dada por uma senhora bondosa sumiu da sua casa e foi reaparecer dentro de uma pintura que ficava na sala de estar. Ela estava lá como uma pintura. Mas cada dia estava num local diferente do quadro e conforme os anos foram passando, Solveg também foi envelhecendo até sumir completamente (ou morrer?).
A terceira foi a menina Birgit Svenson, que um dia percebeu que estavam nascendo penas no seu corpo e depois de um mês tinha virado uma imensa galinha branca.
O quarto era um menino chamado Harald e que foi transformado em pedra.
A última criança foi um menino chamado Leif que foi transformado num golfinho.
Enfim, bruxas muito criativas hahahaha

Eu esperava um pouco mais do final. Não sei explicar o que, mas acho q estava com uma expectativa muito alta hehehe

Recomendo a leitura! Um livro bem rapidinho :)

Li em cerca de 3 horas.
2 livros de 15. Só faltam 13 agora hahahaha

Roald Dahl tem vários outros livros infanto-juvenis que também viraram filmes. Aí dá pra ler os livros e enquadrar em duas categorias hauhauhau
Talvez eu use esse cheat quando estiver com as metas todas no limite hahahah
Outros livros do autor que também viraram filmes: Matilda, O fantástico sr. Raposo, A fantástica fábrica de chocolate, James e o pêssego gigante.

Eu sempre começo bem os desafios literários.
Li meu primeiro livro em 5 horas. Espero conseguir manter um bom ritmo.
Pra começar eu escolhi a primeira categoria: literatura policial.
Por que começar por aí? Porque é a primeira categoria, claro huahauhua
Mas também porque é um dos meus gêneros literários favoritos.
Confesso que não sou uma leitora super cult e tal. Também não li muitos autores de ficção policial, mas ainda assim posso dizer que gosto muito.

E o livro escolhido para começar essa jornada literária foi: Céu de origamis, do Luiz Alfredo Garcia-Roza.
Garcia-Roza começou a escrever literatura aos 60 anos de idade. Antes de ser escritor, ele atuava como professor universitário na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi autor de vários livros sobre psicanálise e filosofia. Atualmente pode ser considerado um dos maiores autores brasileiros de ficção policial.

(Uma curiosidade: até 2011 a biblioteca em que eu trabalho só possuía seus livros de psicanálise. Depois que eu comecei a trabalhar consegui que comprasse 2 livros de ficção: Céu de origamis e Fantasma)

imageMas vamos falar um pouco do livro.
A história toda começa com descrição da rotina matutina de um casal.
Marcos, um homem metódico que faz sempre as mesmas coisas todos os dias ao acordar, de forma cuidadosa, meticulosa e quase que ritualística. Todos os movimentos iguais e calculados para não atrapalhar o sono de sua esposa.
Adriana, por sua vez, finge dormir e repassa mentalmente todos os passos feitos pelo marido. Relembrando cada detalhe, cada passo.
Um homem extremamente sistemático.
Porém, a rotina desse casal é quebrada pelo súbito desaparecimento de Marcos.
Um sumiço sem pistas, sem motivos aparentes, sem lógica alguma.
Assim, Adriana busca a ajuda do delegado Espinosa para descobrir o paradeiro do marido, e o nosso querido delegado acabará por se enrolar numa trama complexa e cheia de armadilhas até encontrar o céu de origamis.

Gostaria de contar muito, mas muito mais sobre a obra. Mas as pessoas não costumam gostar de spoilers, e eu não sei contar as coisas sem revelar partes importantes e interessantes.

Mas vamos combinar que o Espinosa tem uma queda gigante por mulheres lindas e atraentes, e isso sempre vai resultar em algo ruim.
Sério.
É extremamente óbvio que a moça linda vai estar implicada em alguma coisa.
Mas enfim, ele tem o seu charme.

Gostei muito do livro!
Recomendo fortemente a leitura!


 

O próximo livro eu juro que começo na semana que vem! Hahahahaha

- Oi. Eu queria emprestar uma obra rara.

– Obra rara não pode ser emprestada. Mas você pode fazer uma consulta local.

– Não sai nem pra xerox?

– Não. Se você quiser, você pode escanear a obra no nosso scanner.

– Mas eu preciso.

– Sinto muito. Mas você só pode usar aqui.

– Ok. Então deixa eu dar uma olhada.

Funcionária vai buscar a obra.

– E se eu precisar de uma obra rara de outra biblioteca.

– Você tem que ir até lá para consultar.

– Mas eles não podem enviar pra cá?

– Não. É uma obra rara. Obras raras não podem sem emprestadas entre bibliotecas para não danificar o material.

– Mas e se eu precisar desse material. Eles tem que enviar!

– Infelizmente não.

– Mas tem obras raras em museus, não tem? E se eu pedir pra um museu? Eles enviam, né?

– … (gente… museu?) Acredito que não.

Pausa longa.

– Nossa.. tá demorando pra moça achar o livro, né?

– É porque a sala está com uma lona.

– Uma lona? Está chovendo lá?

– Infelizmente sim.

– Que legal! Não pode emprestar mas pode chover na obra rara.

– Na verdade a lona foi colocada para não chover nos livros.

– Mas não tem outro lugar pra colocar os livros.

– Não. A biblioteca toda tem goteiras.

– Nem no Centro de documentação?

– Não. Lá também tem goteira.

Funcionária chega com o livro.

– Ah nossa. Nem vou usar isso. Obrigada

– …

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Todos os anos eu prometo pra mim mesma que entrarei em algum Desafio literário e seguirei lendo até completar todas as metas.
Todos os anos chega o meio do ano e eu não li nem um terço do que me propus.
Mas 2015 é um ano de grandes mudanças.
Então, resolvi entrar no Desafio Livrada 2015.
Vamos ver até onde eu aguento chegar!
Quem sabe, no fim do desafio, eu ainda consiga fazer um vídeo decente e mandar pro bonitão do Yuri? Hahahaha

O desafio consiste em 15 categorias, sendo elas:
1 – um livro policial: Céu de origamis, de Luiz Alfredo Garcia-Roza
2 – um livro infanto-juvenil: As bruxas, de Roald Dahl
3 – um livro de ficção científica
4 – um livro escrito antes do século 20
5 – um livro de ensaios, artigos ou crítica literária
6 – um livro que você já está querendo ler há mais de dois anos
7 – um romance com protagonista feminino
8 – um romance africano
9 – uma peça de teatro
10 – Um romance de realismo maravilhoso latino-americano
11 – um livro que todo mundo diz que merece uma chance mas você acha que não
12 – uma biografia
13 – um livrorreportagem
14 – um livro que virou filme.
15 – Pastoral Americana

Eu montei uma lista prévia do que eu vou ler com a ajuda do meu caro amigo Sérgio.
(Porque se eu fosse montar sozinha seria A lista do fracasso hauhuhauhauhau)
Ele, que é uma pessoa muito culta, só me indicou clássicos e quase me obrigou a ler as peças de Shakespeare no original. Mas felizmente consegui convencê-lo de que não sou tão boa assim no inglês.

Como uma boa bibliotecária que sou (aham, senta lá Cláudia) escolhi livros que tenham aqui na biblioteca.
Aí posso fazer uma resenha pro blog da biblioteca e indicar no pinterest de sugestões de leitura.

:D

Já faz um tempo que temos que catalogar autoridades por aqui, e uma das coisas mais complexas é catalogar nomes japoneses.
Eu estou estudando a língua japonesa, mas ainda tenho muitas dificuldades em ler os kanjis e tal, principalmente porque quando se trata de nomes pessoais os kanjis podem ter leituras variadíssimas!

But… Wait!
Eu consegui criar 2 táticas simples para catalogar os nomes sem ter um conhecimento profundo em kanjis.
Em todos os casos sempre usarei o VIAF como fonte positiva dos dados, ok?

 

1. Usando os dados de ISBN na WorldCat

Se o livro tiver ISBN tudo fica mais fácil. Verifique o número sempre no verso do livro e procure-o na WorldCat.

 

a. Confronte os kanjis do título que estão na folha de rosto do livro com o registro encontrado, pra confirmar que o livro e o registro são correspondentes.

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b. Ok, o livro e o registro são correspondentes. Agora é só pegar o nome dos autores, pesquisar no VIAF e importar as autoridades para o sistema.

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c. No VIAF, eu procuro sempre primeiro os resultados da Library of Congress dos Estados Unidos, depois pelo país de origem e às vezes a Wikipédia.

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2. E se o livro não tiver ISBN? O que eu faço?

O nosso acervo tinha bastante livros antigos em língua japonesa sem ISBN, mas há uma forma de conseguir transliterar os nomes utilizando o Google Tradutor e o seu smartphone!

 

a. Para começar, você precisa ter um smartphone e instalar o Google Tradutor.

Screenshot_2014-11-12-10-46-39

 

b. Abra seu aplicativo e escolha as opções Japonês -> Português (ou inglês, aqui tanto faz).

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c. Tire uma foto da página de rosto, e espere o aplicativo escanear. Com a imagem escaneada selecione os kanjis que você quer transliterar.

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d. Clique na tradução e observe que abaixo dos kanjis vem a transliteração.

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e. Busque o termo transliterado no VIAF e importe o registro.

viafPara facilitar a busca, eu instalei as configurações de um teclado japonês no meu computador, e conforme eu digito o termo na busca do VIAF o romaji se transforma em hiragana e kanji. Mas aí é um passo mais avançado… um dia, quem sabe, eu explico huahauh

Qualquer dúvida, estou à disposição! ;)

Hello world!

Todo novo blog no WordPress começa com um “Hello world!”, e é o que estou fazendo agora hahaha (re)começando o blog.
Trabalho e estudo são coisas que acabam com o nosso tempo livre para escrever, refletir e discutir, quando não temos muita disciplina.

Resolução de 2014 é voltar a escrever aqui, então vamos começar logo, antes que o ano acabe!

(:

Em um mundo utópico, as editoras e as bibliotecas seriam parceiras no compartilhamento de metadados.
Haveriam bibliotecários trabalhando nas editoras e editores promovendo seus livros em bibliotecas.
Para começar, todos os livros já seriam catalogados nos sistemas da editora, dispensando a obrigatoriedade da ficha catalográfica.
Esses dados (ou metadados, como queira chamar) seriam disponibilizados para as bibliotecas que comprassem o material da editora, por meio de algum código ou senha. Se o material fosse digital, os metadados já seriam enviados junto com o ebook.
Já na biblioteca, os editores poderiam fazer exposições de suas obras, clubes de leitura, palestras e conversas literárias com seus autores.
Os bibliotecários ficariam mais livres do serviço técnico e poderiam dispor mais de seu tempo para o atendimento ao usuário e a antecipação de suas necessidades.
Neste mundo, os editores poderiam até ter uma pequena livraria dentro da biblioteca. E a biblioteca não iria precisar a toda hora ter que mandar encadernar livros “inencadernáveis”.
Com verba de adiantamento, a biblioteca conseguiria repor alguns exemplares muito usados mas que não pudessem mais ser recuperados.
O problema seria ter exemplares destruídos propositalmente. Mas neste mundo utópico, as pessoas não fariam isso.

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