Hello world!

Todo novo blog no WordPress começa com um “Hello world!”, e é o que estou fazendo agora hahaha (re)começando o blog.
Trabalho e estudo são coisas que acabam com o nosso tempo livre para escrever, refletir e discutir, quando não temos muita disciplina.

Resolução de 2014 é voltar a escrever aqui, então vamos começar logo, antes que o ano acabe!

(:

Em um mundo utópico, as editoras e as bibliotecas seriam parceiras no compartilhamento de metadados.
Haveriam bibliotecários trabalhando nas editoras e editores promovendo seus livros em bibliotecas.
Para começar, todos os livros já seriam catalogados nos sistemas da editora, dispensando a obrigatoriedade da ficha catalográfica.
Esses dados (ou metadados, como queira chamar) seriam disponibilizados para as bibliotecas que comprassem o material da editora, por meio de algum código ou senha. Se o material fosse digital, os metadados já seriam enviados junto com o ebook.
Já na biblioteca, os editores poderiam fazer exposições de suas obras, clubes de leitura, palestras e conversas literárias com seus autores.
Os bibliotecários ficariam mais livres do serviço técnico e poderiam dispor mais de seu tempo para o atendimento ao usuário e a antecipação de suas necessidades.
Neste mundo, os editores poderiam até ter uma pequena livraria dentro da biblioteca. E a biblioteca não iria precisar a toda hora ter que mandar encadernar livros “inencadernáveis”.
Com verba de adiantamento, a biblioteca conseguiria repor alguns exemplares muito usados mas que não pudessem mais ser recuperados.
O problema seria ter exemplares destruídos propositalmente. Mas neste mundo utópico, as pessoas não fariam isso.

Tem dias que chega usuário na biblioteca e eles pedem indicações de leitura sobre algum tema específico, e invariavelmente o Cleomar (que é quem por acaso (ou não) atende esses casos) vem me perguntar se eu tenho algo para indicar.
Já tivemos usuários que queriam romances de amor, contos brasileiros contemporâneos que relatassem algum aspecto sobre o desenvolvimento urbano, romances históricos sobre o Brasil, livros de ficção que possuíssem um aspecto jurídico em sua narrativa, entre outros.
Quando alguém pede um romance eu sempre costumo perguntar se é romance de amor, pois às vezes não é né… vai saber se a pessoa entende os gêneros literários ou não…
Tanto é que sempre que alguém pergunta pro Sérgio ele indica o Fausto ou o Crime e castigo, e geralmente a pessoa quer uma coisa meio Nicholas Sparks sabe hauahuahu
E o Cleomar sempre sugere os clássicos brasileiros e portugueses, pois só foi o que ele leu nesse assunto hauhauah, ou seja, sempre sai A moreninha, Amor de perdição, Senhora.
Eu sempre acabo recorrendo aos atuais que eu conheço, mas como não leio muito esse tipo de livro fica difícil sugerir…

Eu creio que a gente só consegue sugerir a leitura de algo se a gente conhece a obra, isto é, leu o livro ou algum resumo, resenha, viu alguma crítica, etc.
Aí eu tento buscar na minha memória algo que eu consiga relacionar. Por exemplo: no caso do livro de ficção com algum aspecto jurídico foi um pedido de uma estagiária nossa que estuda Direito, e eu acabei sugerindo alguma coisa do John Grisham, que eu sei que o escritor era advogado antes de começar a publicar livros e sempre tem alguma coisa envolvendo essa área.
Mas quando tem um tema muito diferente, eu recorro ao santo Google ou à blogs de crítica literária. Geralmente eu dou uma olhada no Livrada, mas nem sempre a biblioteca possui os livros resenhados lá.
Então eu chego a conclusão de que para se sugerir livros bacanas para leitura devemos lê-los antes, ou não?
E quem deve fazer esse tipo de atendimento? São todos os bibliotecários? São os bibliotecários de referência? São os funcionários do balcão de empréstimo?

Eu acho que todo mundo pode e deve fazer sugestões de leitura.
Mas para isso é necessário ler.
O grande problema é que nem todo bibliotecário gosta de ler.
Há um grande estereótipo, ou ilusão, de que toda pessoa que trabalha em biblioteca gosta de ler, mas já conversei com diversos bibliotecários que DETESTAM ler. E ainda ouvi que se todo mundo que trabalhasse em biblioteca gostasse de ler, não haveria ninguém trabalhando nelas, pois estariam perdidos em suas estantes, lendo.
Será?
Não sei D:
Não tenho respostas pra isso…
E talvez aqui caiba iniciar um estudo sobre o nível de leitura dos bibliotecários atuantes.
Será que isso influi num bom atendimento ao usuário?
Uma vez ouvi a palestra da Eliane Mey sobre bibliotecários e leitura, e ela dizia que todo bibliotecário devia ler no mínimo um livro ao mês.
Assim seriam 12 livros ao ano. Se uma biblioteca universitária média possui cerca de 5 bibliotecários são 60 livros ao ano (cada um lendo um título diferente). Já seria uma boa lista de sugestão de leitura.
Talvez colocar isso como meta individual de cada servidor.
Preciso refletir melhor sobre o assunto.
Mas acho muito importante um bibliotecário, e mesmo o assistente (auxiliar, técnico, ou nome que for) de biblioteca, que goste de ler e que incentive a leitura.
Se você não gosta de ler, como você pode incentivar a leitura?
E sem leitura não há leitores… o que será de uma biblioteca sem leitores?
Uma biblioteca morta…

Mas o que me deixa mais triste, de verdade mesmo, é não ter mais tempo para ler meus livrinhos queridos… Comprei vários livros e não consegui ler nenhum ainda…
Atualmente estou com o livro “A misteriosa chama da rainha Loana”, do Umberto Eco, começado.
Triste não ter tempo D:

Quanto eu conseguir tempo (sei lá quando), juro que volto a ler hauhuah
E talvez comece um estudo sobre o quanto os bibliotecários tem lido.
Ou talvez um clube de leitura para bibliotecários..
Tempo! Preciso de tempo!

Desde que surgiu uma brilhante ideia para a minha dissertação, a qual minha orientadora achou interessante e me incentivou a desenvolvê-la, venho pensando muito na minha relação com o trabalho.
Enquanto estamos no plano teórico, tudo parece simples e tudo nós pensamos que conseguimos fazer. Mas quando chega a prática, você começa a fazer coisas que não fazem parte daquilo que, teoricamente, você acredita. Quando você trabalha, você age mais por instinto do que por razão, e aí que você descobre o que, de verdade, lá no fundinho mesmo, você acredita.

No meu caso, eu parei para refletir o quanto eu sou tecnicista no meu trabalho; e quando estou escrevendo minha dissertação, discutindo com os colegas de pesquisa, eu sou a pessoa mais humana do mundo. Eu penso no usuário, eu penso na informação, eu penso na usabilidade, e eu penso demais. Quando eu volto ao trabalho, eu penso apenas no acervo, no meu serviço, na minha seção, e dane-se se o usuário precisa do livro pra ontem.

Incrível isso. E o pior de tudo, é que eu gosto de ser tecnicista. Eu amo o que eu faço, por isso trabalho na catalogação. Mas penso que devo também começar a repensar todo o processo para que fique mais rápido e mais fácil ao usuário encontrar/usar a informação que precisa.

Eu costumo criticar muito o trabalho que é realizado na seção de referência. Mas o que a minha seção tem feito para minimizar os problemas com a informação? O que eu tenho feito para otimizar os processos?
Percebi que eu penso muito mais no acervo e em como deixá-lo perfeito, do que no usuário. A visão tem que mudar! É preciso começar a pensar na biblioteca como um local de acesso à informação, seja ela qual for, do que apenas num local de depósito de livros.

Quantas vezes você já teve que responder à famosa pergunta: “Você é bibliotecária, mas o que você faz?”?
Quando a pessoa é mais íntima sua, sempre rola aquela risadinha e o comentário: “Já sei, você guarda livros em ordem alfabética e tira o pó das estantes”, ou o comentário mais infeliz: “Precisa estudar 4 anos na faculdade para aprender a guardar livros na estante?!”.
Já ouvi diversas vezes. Já me estressei muito. Hoje, não fico tão brava, mas sempre fica um incomodozinho bem lá no fundo!
Eu não sei como era antes, no passado distante. Não sei se algum dia a nossa profissão já foi mais valorizada ou respeitada. Para as pessoas, no geral, bibliotecários são sempre velhinhas chatas que vivem pedindo silêncio, ou no caso das bibliotecas escolares, são professores que não conseguiam se dar bem em sala de aula e foram remanejados para a biblioteca.


Eu sempre soube que para ser bibliotecário é necessário cursar uma faculdade e se tornar bacharel. Gosto muito de frisar isso! E acho que falta um pouco nas escolas o incentivo em descobrir profissões diferentes e mais interessantes ao invés de focar na “santíssima trindade”: Direito-Medicina-Engenharia.
Enfim…

Para tentar conquistar futuros bibliotecários eu sempre falava que o bibliotecário é aquele profissional que trabalha com a informação, e neste sentido ele pode trabalhar em qualquer lugar que contenha informação, como bibliotecas, arquivos, centros de documentação, hospitais, empresas, escritórios, etc. Mas eu dizia isso quando eu era apenas uma simples graduanda. Agora que eu trabalho na área, tenho uma visão um pouco diferente, mas falarei disso mais tarde.

Primeiro, gostaria de explicar o que faz um bibliotecário numa biblioteca.
No geral, bibliotecário é aquele que organiza uma coleção de obras (livros, revistas, material audiovisual) para o usufruto de seus usuários. Em outras palavras, o bibliotecário é o profissional que disponibiliza a informação para seu usuário, mediante a muitos procedimentos padronizados. Complicado isso? Bom, simplificando, o bibliotecário prepara as obras (ou informação) para que o usuário possa usá-las e gerar conhecimento a partir da informação obtida.
Eu acho que cada vez que eu tento simplificar, acabo complicando mais hehe

Basicamente, há cinco tipos de bibliotecas: públicas (mantidas pelo município), escolares (mantidas por escolas), universitárias (mantidas por universidades), as especializadas (mantidas por institutos especializados) e as comunitárias (mantidas por entidades, ONGs e comunidades).
Para nós, bibliotecários, a biblioteca se define pelo seu público. Bibliotecas públicas são sempre as que são abertas para o público em geral, bibliotecas escolares são as que atendem ao público escolar, bibliotecas universitárias atendem ao público universitário, bibliotecas especializadas atendem aos usuários vinculados com o instituto que a mantém, e bibliotecas comunitárias atendem a uma comunidade específica, uma ONG ou uma entidade, e nem sempre são organizadas por bibliotecários. Independente da biblioteca pertencer a uma escola ou universidade pública, ela será considerada escolar ou universitária, respectivamente.
Já ouvi docentes perguntando o porquê da biblioteca da sua universidade não ser considerada pública, já que é o governo estadual que a mantém. Eu mesma já me questionei o porquê da biblioteca espírita da minha cidade não ser considerada especializada. E a resposta para ambas as perguntas é: porque a denominação vai depender do público que estas instituições atendem. No primeiro caso, é uma biblioteca universitária. No segundo caso, é considerada pública, pois a biblioteca espírita atende ao público em geral.

Há vários tipos de bibliotecários, mas nem sempre você terá uma equipe completa, com cada tipo de bibliotecário exercendo sua função. Às vezes você observará que um único bibliotecário terá que exercer o trabalho de todos os tipos, principalmente nas escolares e nas públicas, onde há contratação de um ou dois bibliotecários.

Eu vou falar mais especificamente das bibliotecas universitárias, que é onde eu atuo.
Numa biblioteca universitária, há duas seções bem definidas (nas outras modalidades também, mas às vezes é um único bibliotecário que faz o serviço das duas seções): a seção de tratamento da informação e a seção de referência.
A seção de tratamento da informação faz o serviço interno da biblioteca: adquire o material, tomba, cataloga, classifica, indexa, cola etiquetas, carimba a identificação da biblioteca; além de receber doações, selecioná-las e incorporá-las ao acervo ou encaminhá-las para outras instituições, quando as obras doadas não são de interesse da biblioteca.
Esta é a seção que tem um contato mínimo com o usuário. Esta é a minha seção (:
Nesta seção, há vários tipos de bibliotecários: os gestores, os catalogadores, os classificadores, os indexadores e os de aquisição (acho que não me esqueci de nenhum hehe).
Os gestores são os que trabalham com a parte administrativa, ou seja: o chefe, quero dizer, o supervisor da seção. Eles realizam o planejamento das atividades anuais da seção, delega trabalhos e funções aos demais funcionários, avalia o desempenho profissional da seção, analisa os procedimentos e tenta buscar soluções aos problemas. Para ser um bibliotecário gestor é preciso ter visão, noções de administração e sangue frio. Lidar com pessoas não é fácil, principalmente quando você é o chefe!
Os catalogadores são os responsáveis por cadastrar os dados físicos (título, autor, editora, etc.) das obras no sistema da biblioteca, para que o usuário possa encontrá-los no catálogo e ir buscá-los na estante. Muitas pessoas acham isso muito simples, mas não é! A catalogação exige um bom olhar no livro, e habilidades de pesquisa. Outras pessoas acham isso maçante, mas eu acho uma das atividades mais legais no meu serviço! Sou uma catalogadora apaixonada! Para ser um bom catalogador, você precisa saber seguir regras e padrões, ser curioso e saber realizar uma pesquisa, além de possui poder de decisão e saber responder por suas escolhas, baseado nas regras de catalogação.
Os classificadores e indexadores são os bibliotecários que definem os assuntos de uma obra. Os classificadores definem um assunto geral do livro e a partir disso atribuem um número de classificação, de acordo com o sistema utilizado. Estes números são colocados na etiqueta de lombada do livro, e assim podem ser guardados na estante, em ordem numérica (ou alfa-numérica). Assim, os livros são organizados por conglomerados de assuntos. Ficou meio confuso, né? Vou exemplificar, para ficar mais fácil: o livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupèry, é classificado (na CDD) no número 843, assim como o livro Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, também recebe o número 843. Isso porque o 843 representa o assunto Literatura francesa, assim, todos os livros de literatura francesa ficam na mesma estante.
Já os indexadores, definem mais assuntos para o livro, para que este possa ser mais facilmente localizado na pesquisa realizada no catálogo da biblioteca. Enquanto que os catalogadores cadastram os dados físicos da obra, os indexadores cadastram os assuntos do livro. Assim, quando você faz uma pesquisa por assunto no catálogo da biblioteca saiba que você consegue encontrar obras de determinado assunto graças ao indexador.
Os bibliotecários de aquisição são os responsáveis em adquirir obras para a biblioteca, seja por compra, permuta ou doação. São estes profissionais que estão diretamente ligados ao desenvolvimento de coleções. Na teoria, estes profissionais trabalham com uma equipe que os ajuda a determinar critérios de seleção de obras para a compra e para aceitar doações. Na prática das bibliotecas universitárias, quem sugere os títulos para compra são os docentes, e sobra para os bibliotecários selecionar os títulos que irão permutar (trocar um material por outro, entre instituições) e quais doações irão incorporar ao acervo e quais serão encaminhadas para outras instituições.
Obviamente, nem toda biblioteca possui um bibliotecário para cada função. Eu, por exemplo, sou gestora, catalogadora e indexadora. Infelizmente, não estamos num mundo ideal.

A seção de referência é aquela que tem um relacionamento direto com o usuário.
Na minha visão de aluna, eu sempre entendi a seção de referência como o balcão de empréstimo, pois eu nunca vi a bibliotecária de referência fazer muita coisa hauhauhu
Mas a realidade é que a seção de referência possui tanto trabalho quanto a de tratamento da informação. O problema é que nem todo bibliotecário de referência sabe disso…
Eu vou tentar especificar as funções desta seção, mas não vou poder ser muito fiel e vou usar alguns textos de ajuda (hehe), pois não trabalho nesta seção… Os bibliotecários desta seção podem ser divididos em bibliotecários: gestores, de referência e pesquisa, de ação cultural, disseminadores de informação, instrutores, e os comutadores (?) (não sei que termo usar para estes hauhau).
Assim, como na outra seção, temos os gestores, que fazem praticamente as mesmas coisas. Mas nesta seção, eles precisam se atentar também à qualidade do atendimento ao usuário.
Os bibliotecários de referência e pesquisa são aqueles que “trabalham diretamente com o público, com pessoas de todas as idades e vários tipos de materiais. Ajudam as pessoas a realizar levantamentos bibliográficos para uma pesquisa e encontrarem as informações que precisam, muitas vezes através de uma conversa estruturada, tipo uma entrevista de referência” (GARRIDO, 2011). Estes bibliotecários são aqueles que te ajudam a encontrar um material específico para sua pesquisa, sugerem livros etc. Por exemplo: você tem um trabalho sobre a história da seda no Brasil, e não sabe por onde começar. Você vai até a biblioteca, e pode pedir a ajuda do bibliotecário de referência que vai te mostrar todas as obras existentes na biblioteca referentes a esse assunto.


Os bibliotecários de ação cultural são os que trabalham com ação cultural, projetos e afins que venham a promover cultura no ambiente da biblioteca e na comunidade em que atua. Entram aqui: eventos, palestras, hora do conto, e outras coisas mais que eu não sei dizer… (confesso que nunca estudei isso muito a fundo).
Os disseminadores de informação são aqueles que usam diversos canais de comunicação para transmitir e compartilhar informações da biblioteca e assuntos afins. Utilizam-se de clippings, jornais, murais, blogs, RSS, entre outros.
Os instrutores são os que realizam atividades de educação do usuário. Eles auxiliam e ensinam os usuários a utilizarem as normas bibliográficas, a avaliar os recursos informacionais, a utilizarem base de dados, entre outros. São os que promovem a competência informacional do usuário.
E tem os comutadores, termo que eu inventei aqui pois não tenho outro pra usar no lugar! São os responsáveis por solicitar material de outra biblioteca para seu usuário. Por exemplo: eu preciso do livro O amor às bibliotecas, do Jean Marie Goulemot, mas este livro não tem no acervo da minha biblioteca. Por meio do serviço de empréstimo entre bibliotecas, o bibliotecário pode solicitar para outra instituição esse material para mim, ou então por COMUT, caso eu necessite apenas de um capítulo.

São muitos serviços nesta seção, mas eu geralmente observo que os bibliotecários mais antigos tendem a sentar em sua mesa e esperar que o usuário chegue com algum problema informacional.
Quando estamos na universidade, aprendemos que devemos antecipar as dúvidas do nosso usuário e criar mecanismos para atraí-los à biblioteca. O que a gente vê, na realidade, são bibliotecários que ficam choramingando que os usuários não aparecem mais na biblioteca, mas não fazem nada para reverter essa situação.

No geral, quais são as características que uma pessoa tem que ter para ser um bom bibliotecário? Primeiro, gostar de pessoas. Mesmo quem trabalha na seção de tratamento da informação tem que gostar e tratar bem seus usuários. Segundo, ser bom em pesquisa, ou pelo menos tentar ser. É indispensável uma pessoa que busque e pesquise algo até encontrar! Nem sempre a informação que o seu usuário precisa vai estar óbvia. Terceiro, ser curioso! Um bibliotecário tem que sempre buscar novos conhecimentos!
Agora específico para as seções: ser padronizado, no caso da seção de tratamento da informação. Tem que saber seguir regras, senão não serve, mas também tem que saber tomar uma decisão e arcar com ela, quando necessário. Na referência, é preciso ser dinâmico e simpático, afinal o trabalho desta seção é diretamente com o usuário.

E ganha bem?
Olha, vou te dizer que não ganha mal não!
É uma profissão que sai bastante concurso público, e por isso eu acho que você precisa curtir essa vida de servidor público, que só quem está dentro é que sabe como é hauhauau
Quem paga melhor são as bibliotecas especializadas e as bibliotecas universitárias (de universidades públicas).
Mas aí você precisa analisar o tipo de público, o custo-benefício. Nem sempre o maior salário é o melhor emprego… Às vezes você se identifica mais com crianças, mas a biblioteca escolar não é um lugar que paga muito bem. Mas se você se sente satisfeita com seu trabalho, ótimo! vá mesmo para a biblioteca escolar!!!
Eu, por exemplo, não gosto muito das cidades grandes, prefiro um salário menor numa cidade pequena do que um salário razoável em São Paulo.

Ainda acho que o bibliotecário pode trabalhar em qualquer área em que a informação é o foco. Porém, os nossos cursos são extremamente voltados para a instituição que deu origem ao nome do curso e da profissão, a biblioteca. Acredito que, caso um bibliotecário queira atuar em áreas diferentes da biblioteca, é necessário complementação curricular por fora da grade do curso de graduação. Dizem que o bibliotecário pode ser um arquiteto da informação, mas eu sinto que falta um pouco de base no design, na computação, e na própria arquitetura da informação.
Minha visão pequena… às vezes é mais fácil, e eu estou viajando aqui hehe

Pelo pouco que já vivi no mundo do trabalho, eu vejo que ainda estamos preocupados demais com a instituição, com os livros, com disponibilizar informação, e quase não pensamos no usuário. Eu mesma me preocupo demais com os livros.
Talvez seja por isso que a profissão continua no seu anonimato e nos seus estereótipos. Talvez, quando o bibliotecário começar a se preocupar mais com o usuário, a antecipar ou mesmo criar desejos informacionais, e ser capaz de auxiliar o usuário em mudanças (sociais, políticos, econômicos, culturais, informacionais, enfim) a partir do uso da informação, talvez, talvez (ainda tenho dúvidas), começaremos a parecer mais importantes na sociedade. Quem sabe?

***

GARRIDO, Isadora. Tipos de bibliotecários: o que faz um bibliotecário? Dora Ex Libris. 8 de janeiro de 2011. Disponível em: <http://doraexlibris.wordpress.com/2011/01/08/tipos-de-bibliotecarios-o-que-faz-um-bibliotecario/>. Acesso em: 21 jun. 2012.

Confesso que nunca fui boa com críticas. Nem em fazê-las, nem em recebê-las.
Recentemente li uma postagem do Moreno sobre A cultura da crítica, e acabei indo ler o “tão comentado” texto do Luís Antônio Girón e a resposta da Dora.
Assim como ela, tentei ler os comentários, porque é sempre lá que a bagunça acontece.
E eu acho muito incrível o número de pessoas que respondem, comentam, criticam, xingam. E eu acho incrível isso porque eu não consigo me expor desta forma. Porque quando você critica algo, alguém pode te criticar também.

E por essas e outras, eu concordo com a Dora: sou uma espécie de bibliotecária ególatra.
Quando alguém me critica, entro em modo defensivo automaticamente. E isso se torna algo muito negativo quando passa a interferir nas suas decisões, quando você começa a planejar menos, a inovar menos, a entrar no jogo da rotina, a usar sempre o discurso “sempre foi assim”.

E esse é o grande problema de criticar, porque na maioria das vezes as pessoas criticam por criticar, sem embasamento, sem construção, sem caridade. É sempre uma crítica pela crítica.

Eu não sei fazer críticas. Ou talvez tenha medo de fazê-las. Ou talvez seja preguiça de pensar. Mas gostaria de exercitar minha capacidade de análise.

Talvez assim eu recomece a postar no blog hauhuaahu

Estarão abertas, do dia 23.01.12 até 28.02.12, as inscrições para o Curso de Especialização em “Discurso e Leitura de Imagem”.
O objetivo do curso é oferecer estudos advindos do campo das Linguagens aplicados em análises dos discursos imagéticos, considerando-se, para tanto, três grandes modalidades de produção: as imagens fixas, as imagens em movimento e as imagens no virtual. Para a realização deste curso foram convidados docentes de cinco Departamentos da UFSCar: Ciência da Informação, Imagem e Som, Letras, Sociologia e Ensino a Distância. Se, por um lado, as perspectivas teóricas e conceituais dos docentes dessas áreas são diferenciadas, por outro, o que os une é que há anos eles pesquisam sobre leitura e análise dos discursos imagéticos, aplicando seus conhecimentos em diversos textos: quadros, fotos, história em quadrinhos, filmes, imagens na internet, transmídia, no ensino a distância, nas imagens em 3D. Esta diversidade de campos teóricos aplicados em análises textuais imagéticas diferenciadas acrescentará sobremaneira aos interessados, pois aos alunos será oferecida uma visão interdisciplinar sobre: como ler e analisar discursos imagéticos.
O curso se destina a pessoas que atuam, ou então que buscam aprofundar conhecimentos, com a análise de discursos imagéticos, em instituições e locais presenciais ou virtuais: escolas, agências de comunicação, universidades, institutos de pesquisas, arquivos, bibliotecas, centros culturais, instituições de patrimônio histórico, dentre outros.
Maiores informações:  http://www.discursoeimagem.ufscar.br/
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